Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007

Vai um forrozinho bom aí?

Os meninos do VOZES DO CAMPO, de Tuparetama, estarão hoje na programação da FESTA DE ZÉ DANTAS em Carnaíba.

Quarta-feira, 26 de Setembro de 2007

Poetas Pernambucanos

Domingo, 23 de Setembro de 2007

Grandes Mestres Pernambucanos - ZÉ DO CARMO


ZÉ DO CARMO
[José do Carmo Souza]
1933, Goiana/PE

Filho mais velho de uma família de seis irmãos, Zé do Carmo faz desde menino brinquedos de barro para vender na feira. Os pais moravam nos fundos da Igreja da Misericórdia de Goiana, e ali ele teve os primeiros contatos com a imaginária católica. Morou em Recife, concluiu o curso ginasial e voltou para Goiana com a família, continuando na arte do barro ao mesmo tempo que trabalhava como sacristão na igreja do Rosário dos Homens Pretos.

Começa a fazer anjos "com cara de gente, e não de santo". Zé do Carmo foi estimulado por Gilberto Freire a criar um presépio nordestino, e chegou a fazer a escultura de barro de um Vovô Natalino sertanejo - em vez de Papai Noel - de 2m de altura, andando de carro de boi e não de trenó. A fase dos anjos nordestinos data dos anos 70. Dos anjos de barro que passou para a tela, vieram de início as cores creme, ocre, primeiro feitas com pigmentos da terra e pó de pedra, e depois com tintas industriais. Quando João Paulo II veio ao Brasil, a Arquidiocese lhe ofereceu de presente um conjunto de músicos nordestinos do artista, aos quais ele acrescentou um anjo cangaceiro. A arte de Zé do Carmo, plena de religiosidade e irreverência, vende hoje em galerias de arte apenas o suficiente para fazê-lo sobreviver.
"A situação do artesão no Nordeste é de penúria", constata.

Sábado, 22 de Setembro de 2007

Andar com fé eu vou....

Dois meses sumido... Raimundo "subiu".
Andou/andei desatento e destempossibilitado de blogar.
Mas agora acho que vamos adiante, com fé nada desfalece.

Para refletir antes de respirar

Da eterna necessidade

Publicidade de valor - CVV




Segunda-feira, 16 de Julho de 2007

36 anos de agitação cultural.

Atrações musicais da Festa Universitária de São José do Egito-PE:
Quarta-feira - Dia 18 : Banda Sabia Sensível /Telengo Tengo /Arreio de Ouro.
Quinta-feira - Dia 19 : Fim de Feira) /Delmiro Barros e Chora Nega)/Kara-a-Kara.
Sexta-feira - Dia 20: Val e Raízes do Pajeú) / Pinga Fogo) / Geraldinho Lins).
Domingo - Dia 22 : Asas da America /Kazacão de Couro/Luciene Melo.
[ ) recomendados do Raimundo! ]

Mais sobre a Festa Universitária de São José do Egito no site oficial.

CLÁSSICOS DO CORDEL - 2


Baixe o cordel completo no Domínio Público.

QUE BELEZA!



No site da Revista RAIZ fotos em homenagem aos 100 anos da xilogravura no cordel.

Pausa com P de poesia

Sexta-feira, 29 de Junho de 2007

LANÇAMENTO

Durante as festividades do SÃO PEDRO 2007 DE TUPARETAMA, no STAND DA CASA DA CULTURA o autor Jânio Guedes Cabral fará o lançamento do seu livro HISTÓRIAS DO POVO: uma coletânea de contos, versos e outras histórias, umas verídicas... outras nem tanto...

Venha prestigiar e participar.

Aos interessados que não puderem estar em Tuparetama, o autor envia o livro pelos Correios, o preço do livro é R$ 15,00 . Mande e-mail e endereço para janioguedes@yahoo.com.br.

Uma amostra dos causos contados por Jânio:
http://www.raimundopajeu.blogger.com.br/2006_05_01_archive.html#38624145

Sexta-feira, 22 de Junho de 2007

SALADA DE TOMATES PERNAMBUCANOS E GAÚCHOS


Ana do Roccana carimbou este blog com o selo do Blog com Tomates. Os blogs indicados devem ter a preocupação na defesa dos direitos humanos, pelo que entendi, mas nem sempre esse critério é seguido à risca. Andei espiando outros blogs agraciados e daqueles que pude visitar a grande maioria me agradou. Ou seja, Raimundo foi muito bem homenageado pela poeta gaúcha. Acho que tenho que indicar outros 5 blogs para o selo e comunicar à central geral. Alguns que eu indicaria de cara já foram indicados... mas estes, que também recomendo sem pestanejar, acho que ainda não estão tomatados:







Ainda no blog de Ana, a bela poeta gaúcha, li essa interessante crônica de Luciano Pires - jornalista, escritor, conferencista e cartunista - indicada pelo Zeca :


"... Pois recentemente estive em Recife e em Porto Alegre, onde pude apreciar atitudes com as quais não estou acostumado, paulista/paulistano que sou.

Em Recife, naquele centro antigo, história por todos os lados. A cultura pernambucana explícita nos out-doors, nos eventos, vestimentas, lojas de artesanato, livrarias. Mobilização cultural por todos os lados. Um regionalismo que simplesmente não existe na São Paulo que, sendo de todos, não é de ninguém.

No Rio Grande do Sul, palestrando num evento do Sindirádio, uma surpresa. Abriram com o Hino Nacional. Todos em pé, cantando. Em seguida, o apresentador anunciou o Hino do Estado do Rio Grande do Sul. Fiquei curioso. Como seria o hino? Começa a tocar e, para minha surpresa, todo mundo cantando a letra! “Como a aurora precursora / do farol da divindade, / foi o vinte de setembro / o precursor da liberdade” Em seguida um casal, sentado do meu lado, prepara um chimarrão. Com garrafa de água quente e tudo. E oferece aos que estão em volta. Durante o evento, a cuia passa de mão em mão, até para mim eles oferecem. E eu fico pasmo. Todos colocando a boca na bomba, mesmo pessoas que não se conhecem. Aquilo cria um espírito de comunidade ao qual eu, paulista, não estou acostumado. Desde que saí de Bauru, nos anos setenta, não sei mais o que é “comunidade”.

Fiquei imaginando quem é que sabe cantar o hino de São Paulo. Aliás, você sabia que São Paulo tem hino? Pois é... Foi então que me deu um estalo. Sabe onde é que os “ressentimentos passivos” se transformarão em participação ativa? De onde virá o grito de “basta” contra os escândalos, a corrupção e o deboche que tomaram conta do Brasil? De São Paulo é que não será. Esse grito exige consciência coletiva, algo que há muito não existe em São Paulo. Os paulistas perderam a capacidade de mobilização. Não têm mais interesse por sair às ruas contra a corrupção. São Paulo é um grande campo de refugiados, sem personalidade, sem cultura própria, sem “liga”. Cada um por si e o todo que se dane. E isso é até compreensível numa cidade com 12 milhões de habitantes.

Penso que o grito – quando vier - só poderá partir das comunidades que ainda têm essa “liga”. A mesma que eu vi em Recife e em Porto Alegre. Algo me diz que mais uma vez os gaúchos é que levantarão a bandeira. Ou talvez os Pernambucanos. Que buscarão em suas raízes a indignação que não se encontra mais em São Paulo. Que venham, pois. Com orgulho me juntarei a eles."

Eita, como é bom cantar essa!

Quarta-feira, 20 de Junho de 2007

Nas alturas

O JORNAL HOJE desta quarta-feira exibiu uma boa matéria de Beatriz Castro enfocando o trabalho e o espetáculo junino da CDPT em pernas-de-pau. Mostrou em poucos minutos a importância cultural da Cia de Danças Populares de Tuparetama e a alegria contagiante dos artistas. Quem não viu o vídeo ou deseja revê-lo pode acessar a página do Jornal ou o vídeo da reportagem.]

Terça-feira, 12 de Junho de 2007

É HOJE

Estou curioso para ver essa série de 5 capítulos e para conferir a participação do meu conterrâneo e amigo Flávio Rocha, do elenco. Falamos sobre a série, sobre o livro e sobre Flávio num post de janeiro, do blog anterior.

JABÁ.

UI, UI, UI !


Forrozim sacaneador esse do Ton!
Mas quem de nós nunca dançou conforme essa música?!
O Prefeito

Ton Oliveira

Mamãe, agora eu quero ser prefeito
Garanto que vou me candidatar
Do jeito que já sei mentir bastante
Acho que de hoje em diante minha vida vai mudar

Pra quem me apoiar eu dou abraço
Se falar mal de mim eu dou dinheiro e ele muda
E vai ficar tudo do mesmo jeito
Se eu ganhar para prefeito
É o mesmo "deus-nos-acuda"

E vai ficar tudo do mesmo jeito
Se eu ganhar para prefeito
É o mesmo "deus-nos-acuda"

É a cidade esburacada (ai ai ai)
E o povo vivendo mal (ui ui ui)
Mas quando a coisa ficar preta
Eu invento uma micareta
E faço aquele carnaval

Trago um conjunto da Bahia (ai ai ai)
Pago mais do que ele merece (ui ui ui)
Se pagar 100, digo que foi 500
Desviando os 400 meu saldo banqueiro cresce

Aí o povo esquece tudo (ai ai ai)
E no embalo desse som (ui ui ui)
A cidade fica feliz
E ainda tem gente que diz:
"Eita, que prefeito bom!"

A cidade fica feliz
E ainda tem gente que diz:
"Eita, que prefeito bom!"

Sábado, 2 de Junho de 2007

Não à Lei Rouanet para "Templos Religiosos"

imagem/divulgação da campanha: Arte Mútua
Está mais do que na hora de as pessoas envolvidas e/ou preocupadas com a verdadeira cultura em nosso País, reagirem e tomarem uma providência.

ASSINE A LISTA CONTRA O PROJETO INDECENTE

Sexta-feira, 18 de Maio de 2007

DOIS POEMAS DE AMAZAN


A REVOLTA DAS JUMENTAS

Quem primeiro inventou greve
Aqui em cima do chão
Foi um lote de jumentas
Até com certa razão
É que Deus tava criando
Seus animais e soltando
Uns com urro, outros com berro
E por muito ter trabalhado
Sentiu-se um pouco cansado
Porque ninguém é de ferro.

Deus estava terminando
De inventar o jumento
Mas resolveu descansar
Determinado momento
Chamou um anjo importante
Que era seu ajudante
E amigo particular
E lhe disse com capricho
Termine aqui esse bicho
Que eu vou ali descansar.

E quando Deus retornou
Do seu descanso sagrado
Deu de cara com o jumento
Que já tava terminado
Mas notou logo um defeito
E disse assim desse jeito:
"Rapaz num tem jeito não,
só dá tempo eu me ausentar,
pro negócio desandar
no setor da criação."

É que o seu ajudante
Concluindo o animal
Deixou aquele negócio
Meio desproporcional
Metro e "mei" de comprimento
Maior do que o jumento
Chega passava da venta
Deus disse: "Num presta não,
que não vai ter posição
dele subir na jumenta."

O anjo disse: "Eu ajeito,
Comigo não tem fracasso,
É só pegar uma faca
E tirar aqui um pedaço."
As jumentas escutando,
Foram logo se juntando
E num desejo comum,
Disseram logo em seguida:
"Vê se arruma outra saída,
cortar? De jeito nenhum."

E fizeram uma assembléia
Colocaram em votação
Ganhou por unanimidade
A frase do "corta não"
Com a confusão criada
Deus viu que da enrascada
O anjo não sairia,
Aí entrou em ação
Pra mostrar a dimensão
Da sua sabedoria.

A marreta de dois quilos
Pediu para alguém trazer
E disse: "Segura o jegue,
que a gente vai rebater."
Aí baixou a pancada
Dava cada marretada
Chega esquentava a marreta
E o jegue até hoje em dia
Possui a mercadoria,
Da forma de uma corneta.
0-0-0

O RICÃO DO CABARÉ

Raimundo de Chico Inácio
É um cabra lá do sertão
E o mais estrategista
Que já deu na região
Com os próprios camaradas
Pregava várias ciladas
Ganhou diversas apostas
E com o seu jeito hilário
Dizia que o otário
Tem sempre o bolso nas costas.
Socorro de Margarida
Saiu lá de Conceição
Para morar em Campina.
E no bar do Serrotão
Começou fazer programa
Vendendo o corpo na cama
Fazendo da vida um show
Quando de uma certa vez
Chegou por lá um freguês
Que por ela procurou.
Tinha umas quinze mulheres
No salão do cabaré
O cidadão foi entrando
E perguntando quem é
Socorro de Margarida
?
Uma morena nutrida
Disse assim: -sou eu amigo
E foi ficando de pé
Ele disse: _ quanto é
Pra você ficar comigo
?
Ela foi lhe respondeu
- "é só cinqüenta reais.
O quarto é por minha conta
Não precisa nada mais
".
Ele aceitou sem demora
E na hora de ir embora
Coçou a ponta da venta
E disse: foi bom demais
E deu trezentos reais
Ao invés de dar cinqüenta.
Socorro barreu a quenga
Ficou pra lá e pra cá
O cara disse- amanhã
Eu tornarei a voltar
.
Quando foi no outro dia
Qu'ele chegou já havia
Vinte donas no salão
Uma olhava, outra sorria
Querendo saber quem ia
Se abufelar com o ricão.
E pra surpresa de todas
Ele escolheu novamente
Socorro de Margarida
Que ficou muito contente
E na hora de pagar
Ele pegou perguntar
Quanto lhe devo meu bem?
Socorro olhou para um lado
E de rosto desconfiado
Disse: basta me dar cem.
O cara meteu a mão
Assim no bolso de trás
E arrastou novamente
Outros trezentos reais.
Disse: pegue aqui rainha!
Socorro ficou branquinha
Da cor da casca de um ovo
Disse o cara: _ eu vou embora
E amanhã na mesma hora
Estarei aqui de novo
.

No outro dia o salão
Ficou bastante enfeitado
Botaram até na entrada
Um tapetão encarnado
Cada cabocla bonita
Sorria, fazia fita
Cada qual mais atraente
Imaginem que o plebeu
A mulher que escolheu
Foi Socorro novamente.

As outras mulheres todas
Ficaram de baixo astral
Sem saber o que Socorro
Tinha de especial
E depois da furunfada
Socorro desconfiada
Na hora do pagamento
Que ele disse quanto é?
Ela respondeu: "seu Zé".
Hoje basta dar duzento
."

O cabra foi novamente
Com a mão no bolso de traz
E tirou para ela a quantia
De quatrocentos reais
Quando fez o pagamento
Socorro disse: um momento
Hoje eu quero saber
O que tem em mim que lhe atrai
Daqui o senhor só sai
Depois de me responder
.
Ele disse: eu sou Raimundo
De Chico Inácio, querida
Venho lá de Conceição
E sua mãe Margarida
Vendeu lá duas vaquinhas
,
Um bode e umas galinhas
E pediu pr'eu lhe procurar
Pagou a minha passagem
E mandou com muita coragem
Mil reais pra lhe entregar.
Poemas do site oficial do artista
Amazan é sanfoneiro, cantor, compositor, poeta e declamador de primeira qualidade